E o encontro consigo mesmo?

O cliente chega com uma questão que me atravessa.

Já aconteceu. Vai acontecer de novo.

Não tenho tudo resolvido. Não é esse o ponto.

O ponto é o que faço quando isso acontece: mergulho. Questiono. Busco em mim o que o cliente trouxe — não para chegar a uma resposta pronta, mas para não ter medo da pergunta.

O terapeuta não precisa estar “pronto, finalizado”. Precisa estar preparado, ter a coragem de ser um buscador de si mesmo.

Porque o cliente sente quando há coragem do outro lado. E é essa coragem, não a técnica em si, que abre o espaço para ele também mergulhar.

Você mergulha quando precisa? 

“Aceitar a si mesmo é um pré-requisito para uma aceitação mais fácil e genuína dos outros”. 

Carl Rogers