O que você carrega que não é seu, e como a Constelação Sistêmica pode ajudar

Há padrões na sua vida que você reproduz. Não fazem parte de uma escolha consciente.
Formas de se relacionar que se repetem. Crenças sobre si mesmo que parecem antigas demais para terem nascido com você. Comportamentos que você adota sem saber exatamente de onde vieram. Uma autoestima que foi moldada antes que você tivesse palavras para questioná-la.
A Constelação Sistêmica olha para tudo isso, e vai mais fundo.
Ela pergunta: o que, na sua história familiar, ainda está vivo em você sem que você tenha questionado?

A visão transgeracional: quando o passado vive no presente

A Constelação Sistêmica parte de uma premissa que a ciência contemporânea cada vez mais confirma: padrões de comportamento, crenças e traumas podem ser transmitidos de geração em geração.
Não como destino. Como herança não examinada.
Um avô que perdeu tudo e passou para os filhos a crença de que prosperidade não dura. Uma mãe que aprendeu que amor é sacrifício, e transmitiu essa equação silenciosamente. Um trauma que não foi elaborado em uma geração e aparece, décadas depois, como ansiedade, dificuldade de pertencer ou padrões de relacionamento que se repetem sem explicação aparente.
Quando olhamos para esses padrões, não para julgar quem veio antes, mas para reconhecer o que foi herdado, algo se move. Uma clareza que não vem da análise racional, mas do reconhecimento profundo.

O que a Constelação revela

Ao trabalhar com a ótica sistêmica e transgeracional, é possível reconhecer como esses padrões aparecem nas suas escolhas, profissionais e pessoais. Na forma como você se relaciona com o dinheiro, com a autoridade, com o amor. Na sua autoestima. Nos comportamentos que você adota sem saber bem por quê.
E o mais importante: ao reconhecer esses padrões, você recupera algo fundamental.
A capacidade de escolher.
Não o que veio antes de você. Mas o que você decide fazer com isso agora.
O que fica. O que você define ser diferente.

Observar, não julgar

A Constelação não busca culpados. Não aponta erros dos ancestrais nem coloca o cliente em posição de vítima do seu sistema familiar.
Ela busca compreensão. Reconhecimento. E, a partir daí, movimento. Não levo adiante o que é do sistema. Cada um assume a sua parcela de responsabilidade, inclusive eu.
Quando o cliente consegue ver de onde vem um padrão, quando ele encontra o rosto, a história, a dor que está por trás de um comportamento que carregava como seu, algo se libera. Não magicamente. Com profundidade.
É uma das experiências mais transformadoras que conheço na clínica. E tenho o privilégio de acompanhar isso há mais de 20 anos.

Três formatos, os mesmos princípios

A Constelação Sistêmica pode ser vivenciada em grupo, de forma individual presencial ou individual online. Cada formato tem suas características próprias, mas todos partem dos mesmos princípios e oferecem a mesma profundidade de processo.
A escolha do formato é sua, e já é, em si, um primeiro movimento de autoconhecimento.
Ivete Costa
Terapeuta | Constelação Sistêmica | Psicossíntese | TCC
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