Para além do Burnout: a sustentabilidade da escuta
No campo da terapia, presença não é um conceito abstrato.
É a nossa principal ferramenta de trabalho.
Ainda assim, falamos pouco sobre burnout a partir de dois pontos centrais: a fadiga da compaixão e o esgotamento da atenção seletiva.
Cuidar da própria estabilidade psíquica não é um gesto condescendente de “autocuidado”.
É um pré-requisito indispensável para evitar o esgotamento e garantir a presença genuína no encontro terapêutico.
Sustentar uma prática clínica ao longo do tempo exige estar disponível para o outro sem desligar-se de si mesmo.
O burnout não surge de um dia para o outro.
Ele aparece quando a balança entre entrega profissional e preservação pessoal permanece em déficit por tempo demais.
Cuidar de quem cuida não é luxo, é sustentabilidade. Não somos imunes à dor ou ao cansaço.
Como você tem conquistado essa prevenção na sua prática?